Pensar à prática!

"Para cada homem com todas suas funções, a sociedade possui um substituto em potencial à espera." (Adorno)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Expressões corporais, linguagens e suas manifestações 3 ano A

Expressões Corporais, Linguagens e suas Manifestações

As expressões corporais, segundo Fensterseifer (2001), que se conformaram, na modernidade, a uma concepção dicotômica que vê apenas um corpo destituído de historicidade, reduzido à sua dimensão anátomo-fisiológica, vêm sendo arduamente questionadas pela vertente fenomenológica da produção de conhecimento na área de Educação Física.
A Expressão Corporal segundo Berge (1981) é uma atitude, que engloba muitas ainda não definidas, estas procuram afirmar-se, ou seja, tornar estes gestos, movimentos em palavras, respostas, frases, que o corpo consegue transmitir e fazer-se entender por aqueles que estão ao seu redor. Poderá ser em dança, caminhar, gestos que levem a identificação de palavras.  A Expressão Corporal é o processo de expressão onde cada indivíduo busca sua maneira de demonstrar e de manifestar suas tristezas, alegrias, conhecimentos, dúvidas, razões e emoções. Para tanto, o ser humano utiliza o seu corpo, como instrumento, para tais manifestações, vivenciando e interagindo.
É necessário desenvolver atividades que estejam voltadas do simples para o complexo, do concreto para o abstrato, do espontâneo para o específico, das atividades de menor duração para as de longa duração e de um ritmo de atividades inicialmente lento, progredindo para o rápido. Possibilitar o desempenho individual para que se exija sua auto reflexão frente às atividades e participação em duplas, trios e grupos maiores para favorecer um enriquecimento de experiências corporais. Também atividades que envolvam emoções, sentimentos e identificação de sua imagem pessoal; atividades que exijam agir, reagir e interagir com seu grupo e com outros grupos.

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Artes marciais 2 A e B

Artes Marciais

Atualmente, nota-se a tendência de descrever como Arte Marcial toda e qualquer prática corporal relacionada com o combate ou confronto, indiferente das suas origens e seus objetivos. Porém dificilmente é mencionado o significado de tal termo e o verdadeiro sentido deste. É como se colocássemos todas as lutas ou meros sistemas de defesa pessoal dentro de um só conceito. Podemos dizer então que “arte” seria a expressão do sentimento humano através de uma manifestação plástica, baseada na estética de cada povo, em cada tempo, buscando dar a forma perfeita a seus sentimentos. Seja na forma musical, na forma poética, na forma desenhada ou na forma do gesto no teatro, na dança ou na pantomima.
 O complemento “Marcial” é referente ao deus Marte, versão romana para o deus Ares da mitologia grega, o deus da guerra, do combate, da luta e das disputas, da sexualidade e da fertilidade.
Então podemos definir Arte Marcial como a busca de uma representação plástica e estética do gestual do combate. Nesta classificação se incluiriam todas as práticas que valorizassem uma suposta beleza da técnica, ao invés da violência ou do potencial destrutivo da mesma, o que realmente coincide com as práticas orientais. Ao contrário do que se pratica hoje, nas escolas e academias, a maioria das Artes Marciais, ou pelo menos as orientais, não oferecem um perfil meramente desportivo. Elas foram idealizadas para fins artísticos e formativos, onde seus praticantes buscavam obter desenvolvimento corporal, espiritual, ético, moral e intelectual.

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Ginástica e suas manifestações 1 ano A e B

Ginástica e suas manifestações

 A Ginástica Geral (GG) e/ou Ginástica para Todos (GPT), enquanto uma manifestação da cultura corporal é uma prática cheia de significados por valorizar a participação efetiva de forma livre e criativa de seus integrantes, apresenta-se enquanto uma modalidade não competitiva, de caráter apenas demonstrativo, valendo-se da combinação de elementos gímnicos associados a diversas manifestações culturais, como a dança, o circo, o teatro, o folclore, dentre outros, apresentados através de atividades livres e criativas.
Para Toledo (1999):
A essência da Ginástica Geral está na combinação dos elementos gímnicos, construídos culturalmente nestes séculos de história, às diferentes formas de interpretação dos elementos da Dança e da Cultura, com a utilização de materiais não-tradicionais, sempre em busca do novo, do até então impensável [...] 
Desta forma, pensar em GPT/GG, nos leva a pensar uma prática lúdica, criativa, envolvente, integradora, não competitiva, uma possibilidade que por meio das vivências, contribui de forma significativa para um desenvolvimento do indivíduo que dela se aproprie.
Nesse contexto, acreditamos ser a GPT/GG uma prática extremamente importante enquanto possibilidade de lazer, ao passo que ela busca resgatar aquela contemplação e valorização do corpo integralmente, a fruição da ludicidade, do riso, do circo, da essência do próprio corpo humano que foi perdida com a ruptura da Ginástica Científica de sua essência primordial: o divertimento.
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Saúde pública no Brasil 9 ano A, B e C

Saúde pública no Brasil

O sistema de saúde é universalizado, mas a realidade aponta para o desequilíbrio. A pesquisa Conta-Satélite de Saúde Brasil, publicada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Esta­tística (IBGE) e com dados referentes ao ano de 2009, revela que o brasileiro gasta 29,5% a mais do que o governo para ter acesso a bens e serviços de saúde. En­­quanto o Estado tem um dispêndio de R$ 645,27 por pessoa, o gasto per capita das famílias fica em R$ 835,65.
Em todo o território nacional, mais da metade das despesas são arcadas pelas famílias enquanto 43,7% são cobertos pela administração pública. Em números abso­­lutos, os gastos privados com saúde em 2009 somaram R$ 157,1 bilhões, 27% a mais que os R$ 123,5 bilhões pagos pelo setor público.
Apesar de as famílias gastarem mais, foi o governo que experimentou o maior crescimento de participação entre 2008 e 2009 e isso ocorreu com as despesas da administração pública em serviços de saúde, sobretudo, aquelas ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) que chegaram a 5,6% ante 5,4%, da pesquisa anterior. Os gastos da administração pública passaram de 3,5% para 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto as das famílias subiram de 4,7% para 4,9%.

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O que é saúde? 8 ano A e B matutino

O que é saúde?

Na atualidade, convive-se com uma diversidade considerável de concepções de saúde, entre as quais algumas bastante conhecidas que funcionam como referências mundiais e/ou nacionais. É o caso, por exemplo, do conceito de saúde assumido em 1948 pela Organização Mundial de Saúde: “Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença”. Esse conceito nos remete à utopia — e por que não? — de “saúde ótima”, embora não nos forneça muitas indicações concretas sobre o que seria essa situação de “completo bem-estar”.
Se saúde não é apenas ausência de doença, quais são as outras características que nos permitem concluir que um indivíduo não doente seja saudável de fato? Com uma razoável facilidade, compreende-se o que é uma pessoa doente tomando como referência o ponto de vista biológico; no entanto, essa mesma pessoa pode estar perfeitamente bem integrada a seu grupo de relações e inserida nos processos de produção, sendo, do ponto de vista social, uma pessoa considerada saudável, a despeito de seu reconhecido comprometimento físico. São condições que transformam mas não interrompem o processo de desenvolvimento humano e tampouco eliminam os aspectos saudáveis da vida. E o que dizer daqueles que usam óculos ou próteses dentárias?
O enfermo que está no leito mas que ainda assim continua se comunicando com outras pessoas, se alimentando, produzindo idéias, pode ser considerado cem por cento doente? Seria justo excluir a saúde e o direito à saúde da vida das pessoas com sofrimentos mentais? O que se entende por saúde depende da visão que se tenha do ser humano e de sua relação com o ambiente, e este entendimento pode variar de um indivíduo para outro, de uma cultura para outra e ao longo do tempo. É necessário reconhecer que a compreensão de saúde tem alto grau de subjetividade e determinação histórica, na medida em que indivíduos e coletividades consideram ter mais ou menos saúde dependendo do momento, do referencial e dos valores que atribuam a uma situação.

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